El Fasher quase vazia um ano após a tomada pelas RSF
Um ano depois de as Forças de Apoio Rápido terem tomado El Fasher, capital do Darfur do Norte, as imagens de satélite mostram quase nenhuma vida civil fora de uma área de cerca de cinco quilómetros quadrados, segundo um relatório do Humanitarian Research Lab da Escola de Saúde Pública de Yale, publicado a 28 de outubro e resumido pela Dabanga. A cidade e os seus campos, incluindo Zamzam e Abu Shouk, albergavam entre um e dois milhões de pessoas antes de o cerco começar, em abril de 2024. Oito dos nove grandes mercados não mostram atividade. Em cinco hospitais, os investigadores encontraram locais de escavação e queima, com material compatível com restos humanos queimados em vários deles. Uma vala e um aterro de 75 quilómetros cercam a cidade. Os investigadores pedem uma investigação internacional.
Peru adia a proteção dos Mashco Piro
A comissão multissetorial peruana para os povos em isolamento e contacto inicial terminou a sua 43.ª sessão a 23 de outubro sem decidir a categoria da Reserva Territorial Madre de Dios, onde vivem os Mashco Piro, um povo em isolamento, noticiou a EarthRights International a 29 de outubro. Nove dos 16 membros da comissão votaram a favor de incluir uma proposta do Ministério do Ambiente para atualizar o estudo de 2016, que tinha confirmado a presença dos Mashco Piro para lá dos limites da reserva e apoiado a sua ampliação. Isto reabre um processo que o Estado aprovou há uma década. A sessão deixou também por resolver as concessões florestais dentro da ampliação proposta. Numa audiência perante o Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, o Peru tinha afirmado que a comissão tomaria uma decisão final nesta sessão. Antes da sessão, a AIDESEP e a federação de Madre de Dios FENAMAD afirmaram que, desde 2016, foram abertos mais de 200 quilómetros de estradas madeireiras na zona.
Continua a pressão talibã sobre bairro hazara
Equipas do Ministério da Justiça talibã continuam a revistar casas em Omid Sabz, um bairro maioritariamente hazara e xiita no oeste de Cabul, contaram os moradores ao Hasht-e Subh a 24 de outubro. Dizem que homens armados entram nas casas quando os homens da família estão fora, inventariam os bens divisão a divisão e, num caso, recolheram as impressões digitais da mulher de um morador e disseram-lhe que agora tem de pagar renda pela própria casa. Os talibãs fixaram a renda em 4000 afeganes por divisão, com seis meses de atrasados, depois de um tribunal talibã ter declarado o terreno propriedade do Estado em abril. Foram detidos representantes dos moradores que protestaram. A 29 de outubro, um proprietário contou ao Etilaatroz que homens armados do Ministério da Justiça lhe tinham dado um dia para sair.
China condena antigo abade tibetano a cinco anos
As autoridades chinesas condenaram a cinco anos de prisão Lobsang Tenpa, também conhecido como Tenpa Gyatso, antigo abade do mosteiro de Ragya, em Golog, na região tibetana de Amdo (província de Qinghai), noticiou a 17 de outubro o Tibet Times, sediado em Dharamsala, citando uma fonte no interior do Tibete. Foi condenado por volta de 5 de outubro e transferido para uma prisão em Xining. A polícia tinha selado os seus aposentos a 5 de agosto e terá encontrado retratos do Dalai Lama e do lama principal do mosteiro, que vive no exílio, bem como uma pen USB com ensinamentos do Dalai Lama. Em maio de 2025 esteve detido vários meses depois de ter dirigido orações de longa vida pelo Dalai Lama. Desconhecem-se as acusações, o tribunal e se teve advogado. A Tibet Watch noticia que duas escolas de língua tibetana da zona foram também encerradas.
Lei do Pará por trás da invasão de terra indígena
Uma investigação da Mongabay publicada a 19 de outubro mostra como uma lei do estado do Pará abriu caminho para que cerca de 500 pessoas ocupassem a Terra Indígena Ituna/Itatá, onde vive o povo isolado Igarapé Ipiaçava. A lei, que cria a Área de Proteção Ambiental Bacajaí, de 142 400 hectares, sobre toda a terra indígena, foi proposta pelo deputado estadual Francisco “Torrinho” Torres, um pecuarista com milhões em multas ambientais, e aprovada por unanimidade. Com o Instituto Dados, a Mongabay apurou que 97 % dos 213 registos ilegais de terras inscritos no território desde 2015 correspondem a propriedades médias ou grandes. Os dados do INPE mostram que os alertas de incêndio passaram de zero em agosto para 23 até 13 de outubro. A Força Nacional, cujo envio um tribunal federal ordenou a 26 de agosto, continuava sem chegar.
Rússia multa igrejas por uma única Bíblia
Os tribunais russos estão a multar igrejas, pastores e uma investigadora ao abrigo da lei sobre “organizações indesejáveis”, noticiou o Forum 18 a 29 de outubro. Um tribunal de Moscovo multou a igreja batista Gólgota em 50 000 rublos e o seu pastor, Piotr Mitskevitch, em 20 000 rublos por um único Novo Testamento ilustrado publicado pela Mission Eurasia, uma missão protestante norte-americana incluída na lista de organizações proibidas em maio. Uma testemunha disse que o livro estava guardado no gabinete do pastor, fechado à chave. Em Vladimir, dois pastores foram multados em 20 000 rublos cada por livros e brochuras da Mission Eurasia. Um tribunal da região de Moscovo aplicou a Olga Sibiriova, investigadora de liberdade religiosa do Centro Sova, a multa máxima de 15 000 rublos porque uma aliança estrangeira proibida terá citado os seus relatórios públicos; o Sova afirma que nem ela nem o centro alguma vez tiveram contacto com essa aliança. A reincidência pode levar a até quatro anos de prisão. Mais de 20 organizações religiosas constam da lista.
Egito liberta seis jovens coptas
A Procuradoria Suprema de Segurança do Estado do Egito ordenou a libertação sem caução de seis jovens cristãos coptas detidos por causa de um vídeo no TikTok, afirmou a Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR) a 26 de outubro; os seis já foram libertados. Os jovens, um deles com menos de 18 anos, do distrito de Samalut, em Minya, tinham recriado uma cena da comédia Khalawis, de 2018, em que presos tentam rezar sem saber os versículos. Foram entregues à polícia a 6 de outubro e detidos a 10 de outubro, como noticiou a Edição 9. A procuradoria ordenou a sua libertação a 19 de outubro. O processo, n.º 8430 de 2026, continua aberto por acusações que incluem ofensa a uma religião. A diocese local tinha apresentado um pedido formal de desculpas aos moradores muçulmanos da aldeia.
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